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Projeto que estimula a conversa entre cidadãos que pensam diferente atrai brasileiros

 

O objetivo é conectar mais de dez mil brasileiros para diálogos realizados em ambiente online; saiba como participar

16/07/2024

Reproduzido da CartaCapital

Iniciativa da Universidade de Stanford desenvolvida para estimular a conversa entre cidadãos com pensamentos divergentes, o “Brasil Fala” tem atraído nas últimas semanas brasileiros interessados em conhecer o projeto.

O desenvolvedor de softwares Caio Santos Freitas, de 32 anos, diz que no mundo polarizado de hoje é importante “humanizar” visões opostas. “Quando apenas lemos ou vemos vídeos existe uma tendência a olharmos para essas pessoas de maneira muito fria, quando conversamos diretamente há uma humanização”, afirma o morador de Franca, interior de São Paulo..

Segundo a professora Márcia Regina Pessoa D’Andrade, a iniciativa é uma forma de compreender a polarização. “Sou professora universitária e estou preocupada em entender os pensamentos dos jovens sobre a sociedade e o que hoje é importante para eles, como fazer eles serem mais participativos na sociedade”, afirma D´Andrade, de 64 anos, moradora de Presidente Prudente, interior de São Paulo.

CartaCapital é um dos parceiros brasileiros de mídia da iniciativa, nascida em 2017 na Alemanha, com o intuito de estimular o diálogo entre os cidadãos em um momento marcado por bolhas e polarização crescentes. A iniciativa percorreu mais de 100 país, reuniu mais de 290 mil participantes e chegou ao Brasil em 20 de junho. E se estenderá até 21 de julho.

O objetivo é conectar mais de dez mil brasileiros para conversas realizadas em ambiente online por meio de uma plataforma desenvolvida pelo projeto. A partir de um algoritmo criado pela equipe, é feito um pareamento de participantes com opiniões divergentes. Combinado um horário em que os dois voluntários possam se reunir online, eles se encontram por meio da plataforma para uma conversa na qual discutem os pontos divergentes, que devem incluir de assuntos econômicos a sociais.A conversa é privada, sem moderador, e garante a completa privacidade. No início da conversa, para cada um, aparece um cartão na tela com uma apresentação do perfil do interlocutor, para saber os pontos de discordância existentes. Não há um direcionamento, a ideia é que o diálogo seja espontâneo.

Estudo dos economistas Adrian Blattner, da Universidade de Stanford, e Martin Koenen, da Universidade de Harvard, indicaram que apenas uma conversa via plataforma pode reduzir significativamente a polarização afetiva. No estudo, perto de 90% dos entrevistados relataram que a conversa durou mais de uma hora e 33% relatam conversas que duraram mais de duas horas.

Leia mais em CartaCapital

 

 

 

Confira a publicação original

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